1. |
Intro: cantata
02:20
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2. |
Sumaúma
07:33
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还记得 (ainda lembro)
还记得 (ainda lembro)
还记得 (ainda lembro)
eu me vi
nas mil bestas
abissais
trêmula
efígie hostil
tétrica esfinge
me sorriu
novas raízes
e disse
suma uma suma uma
uma quimera uma uma
por vez de vez
há de dar
bestarais
lodo fundo
mantra nenhum sumirá
aqui nesse lugar oscuro
eu me vi
nos olhos da esfinge
sumaúma uma uma
uma quimera uma uma
por vez de vez venda a vez
há de te devorar
trilha o trêmulo
pendular de
dúvida
me rasga
na incerteza
de seguir a olhar
o abismo na palma
cada uma besta vai olhar
no lodo de tudo enraizará
nas garras do silêncio vingará
o reflexo averso bruto avesso
o outro (2x)
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3. |
300 Sóis
07:14
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acabaram os dias que esperei
as coisas voltarem como eram antes
no passado está plantado
o futuro condenado
ao matadouro desgraçado
deste céu
12 luas
300 sóis
uma tarde
assim se bastaram
porém continuaram
mães e filhos
filhos e filhos
filhos e avós
a voz, pai
eles não voltam mais
e as coisas continuam
uma camada de pó
tempo e desgosto
cobrem o rosto
deste chão
acabou a fantasia
de que tudo era fácil desfrutar
de que era leve a poesia
pra quem soubesse
se esforçar
quem carrega correntes não sente leveza
quem carrega correntes não desfruta
mitomania destas grutas
mitomania destas grutas
acabaram os dias que esperei
o tempo voltar com as coisas
mães e filhos, filhos e coisas
coisas e avós, coisas e
pai
acabei, não espero mais
pelas coisas
que quis ou que iria querer
nos tempos atrás
mas agora não lamento
meu devir é ser tormento
e se choro no meu canto
do quebranto desencanto
desafogo o que posso
sobrevivo aonde passo
sem fazer estardalhaço
rogo praga e me levanto
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4. |
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Somos tão pequenos frente à tempestade
No crepúsculo da era e do dia
O céu carrega-se de cinza
Na linha do equador
Aqui é sempre verão mas
A roda do tempo dispara a girar
Invertem-se, caos, esfria
E onde era frio em breve pega fogo
-
A palavra que dói em mim
O país que tenho de chamar “meu”
Dói em mim
Esse humor pra afastar a dor
Dói em mim
A guerra onde nascemos
Dói em mim
Essa pátria-mão
Sem chão
Dói em mim
500 anos de solidão
Dói em mim
A vontade de fugir
Abandonar tudo
Dói em mim
Disso não ser possível:
Não existem ilhas ou montanhas sem dono
E me acompanham os fantasmas
Algum dia aparecerá a terra
Que nela eu me estraçalhe
Exponha meus intestinos
Que me faça parar de cair
Me dê um chão onde
Mesmo deformada
Eu possa caminhar
Livre
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5. |
Mandíbula
05:11
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o futuro é profecia
divinando anestesias
o amanhã terá dois gumes
e eu me pergunto
o que há
depois do vazio?
o sol tremula ambígua trilha
sigo a besta que me guia
eu vi
eu quis
parar o mundo com as mãos
agulheiro muda
os pinos do trilho
o futurotrismo
cerra os dentes
fervilhantes antes
ínfera mandíbula
é nonada
a lonjura jura
vigas podres, farelos do tempo
ilusório que contém o medo
o tempo não está
não foi
não é
não vai
sem início
sem fim
no estômago
dessa terra crua
encerra-se vontade magma
incêndio em si
en theus o demônio
o Sol
por que você não vem
tomar um guaraná
comigo nessa tarde quente?
eu quero te beijar
na ponta desse abismo
antes que esse mundo acabe
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ÍNFERA São Paulo, Brazil
Duo de artistas visuais fazendo música estranha //
两位艺术家做着提提怪怪的音乐//
Visual artist duo making weird music //
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两位奇怪的狮子
两位老外的日子
那些狮子吃肉
这些狮子以后
魔来神来
下来上来
... more
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